sábado, 13 de outubro de 2012

Exclusividades online?

- “Tens que estar lá!” ... “não podes deixar de estar lá” ...

- "Onde?

- "Na web!

E isso é o quê? Alguém a sabe delimitar? Não interessa, parece...

É interessante ver que todos sabem que têm que lá estar para ser ou fazer qualquer coisa... ou o que quer que seja, desde que seja “lá”.

Parece esse o lema, hoje, mesmo sem sabermos o porquê de ter que estar ou de sequer sabermos o porquê do que isso é. Porque estão lá as grandes empresas? Porque é lá que se passa o stress diário enquanto passam as horas de expediente? Porque os pagamentos numa larga faixa etária já são (exclusivamente) feitos lá? Porque é lá que comunicamos? E que tipo de comunicação... será porque é nova e, portanto, atraente?

Escrevo durante o Upload Lisboa, um evento que junta “pensadores” da tecnologia e das redes sociais, homens e mulheres do mercado, da investigação mas, sobretudo, utilizadores a quem prestamos o nosso respeito, que sabem que é importante estar presente e sabem que é importante falar sobre estas coisas... mas porquê?

Sabemos que temos que nos reinventar, seja de que forma for. Sabemos que há uma nova vaga em que temos que ser criativos, dinâmicos, originais, vanguardistas, dinâmicos, etc, etc, etc... mas como é que isso se faz?

O “trend” das pessoas está assim, novamente, em cima da mesa... mas desta vez não para contar histórias, não para criar videos, ou inventar narrativas cinematográficas ou mesmo contar "estórias" como antigamente. Está, isso sim... virado e criado para influenciar... as pessoas! O benefício que daí advém, como as influenciamos e como as fazemos tomar decisões e optar por atitudes ou comportamentos que queremos que tenham - aí entra a Psicologia da Web, cujas variáveis são apresentadas como as ferramentas de contexto pessoal enquanto indivíduios envolvidos numa determinada cultura. Tudo isso “domina” a nossa forma de actuação - na web - e cria, cada um de nós, como portenciais criadores/utilizadores simultâneos, de, e na web!

Pois assim de repente, o que parece mesmo é que precisamos de saber mais uns dos outros... mais histórias dos nossos vizinhos, mesmo que sejam “amigos” do Facebook, followers do Twitter ou colegas do Linkedin...

Será porque esta suposta rede que nos devia aproximar está a falhar numa das suas maiores (e mais desejadas) potencialidades?

Ou será que estamos a transferir para um “novo espaço” desejos físicos e pessoais de influência e determinação que não conseguimos fazer offline?

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